Sumário

ENCERRAMENTO

Conclusão

A Agenda Imprescindível


A Agenda Imprescindível 2026 nasce da evolução da Agenda Inadiável de 2022. Ao revisitar cada um de seus capítulos, uma constatação tornou-se evidente: seus fundamentos permanecem corretos. O mundo, porém, mudou em velocidade muito superior à prevista. A inteligência artificial, a reorganização geopolítica, a transição energética e a economia do conhecimento ampliaram as oportunidades abertas ao Brasil, mas elevaram significativamente o custo da inação.

Esta Agenda parte de uma convicção simples. O Brasil não precisa descobrir um novo caminho de desenvolvimento. Precisa construir a capacidade de percorrê-lo.

Não nos falta potencial. O que tem faltado são condições objetivas para transformar potencial em realização.

Essa capacidade depende da decisão coletiva de promover as mudanças estruturais que o país já sabe serem necessárias e de remover as barreiras que ainda limitam o desenvolvimento das pessoas, das empresas, das instituições e da própria sociedade. É essa transformação que esta Agenda procura organizar.

Ao longo destas páginas defendemos uma ideia central: prosperidade e igualdade de oportunidades não pertencem a projetos distintos. Formam um único projeto nacional. A prosperidade amplia as oportunidades disponíveis para todos os brasileiros. A igualdade de oportunidades amplia a capacidade nacional de produzir prosperidade. Cada uma fortalece a outra.

Também sustentamos que nenhuma transformação duradoura será possível sem instituições capazes de entregar resultados. Por isso, a reforma política ocupa posição central nesta Agenda. Ela não representa apenas mais uma reforma. É a reforma que cria as condições para que todas as demais possam produzir resultados consistentes ao longo do tempo.

Da mesma forma, a política econômica cria as condições para o desenvolvimento, mas não o produz sozinha. Quem produz prosperidade são milhões de brasileiros que trabalham, empreendem, pesquisam, inovam, ensinam, investem e constroem valor todos os dias. O papel do Estado é remover obstáculos, desenvolver capacidades e criar um ambiente em que esse potencial possa florescer plenamente.

O custo da inação é o argumento mais honesto desta Agenda. Cada ano perdido representa menos crescimento, menos produtividade, menos oportunidades, menor competitividade e maior distância entre o Brasil que somos e o Brasil que podemos construir.

Esta Agenda não pretende encerrar o debate sobre o desenvolvimento brasileiro. Pretende elevá-lo. Não oferece respostas para todas as perguntas, mas organiza uma direção comum, estabelece prioridades, define metas verificáveis e reafirma um compromisso permanente com a democracia liberal, a prosperidade, a igualdade de oportunidades e a responsabilidade institucional.

Cada geração recebe um país como herança e o entrega como legado. A nossa será lembrada menos pelos diagnósticos que produziu do que pela capacidade de realizar as transformações que o Brasil reconhece, há décadas, como indispensáveis.

O Brasil pode ocupar um lugar muito mais relevante entre as democracias mais livres, prósperas, inovadoras e respeitadas do mundo. Essa possibilidade já existe. Transformá-la em realidade dependerá da qualidade das escolhas que fizermos, da persistência com que conduzirmos as reformas necessárias e da capacidade coletiva de transformar potencial em realização.

É hora de construir o Brasil que já demonstrou ser possível.